Jupará

  • Ordem: Carnivora
  • Família: Procyonidae
  • Género: Procyon
  • Espécie: Procyon cancrivorus
  • Nome comum: guaxelo, jaguá campeba e jaguaracambé, rato-lavador, mascarado, cachorro-do-mangue, iguanara, jaguacampeba e jaguacinim, Jupará. Jupará-verdadeiro

É muito confundido com esquilo, o quati e o jupará. Medem entre 90 a 110 cm do focinho à ponta da cauda e pesa até 8 kg. Coloração geral é cinza escuro com tons amarelados, reconhecido pela pelagem preta entorno dos olhos bordeada por uma pelagem mais clara, anéis escuros na cauda. Maior altura dos membros posteriores, os pés sem pelos são grandes e tipicamente plantígrados, a cabeça curta, com orelha com pelagem amarelada. Percorrem o solo, mas nadam bem, sobem em arvores para apanhar alimentos e fugir de predadores e usam tocas no chão ou em rochas, ocos de árvores ou fenda entre raízes para descansar durante o dia. Solitário e vive em mangues, pântanos e matas ciliares. É um excelente caçador da noite, e seu tato muito sensível permite que localize a preza escondida na água ou no lodo. Alimenta-se de caranguejos, peixes, girinos, sapos, rãs, pererecas caramujos, lagartas, besouro, cigarras, minhocas, aranhas, outros invertebrados, frutas de embaúba, coquinho jerivá, palmito, araticum e guabiroba e outras frutas. A maior parte de sua dieta é de caranguejos o que deu origem ao seu nome científico cancrivorus (cancro = caranguejo; vorus = comedor) .Ao alimentar-se de sapos, descarta a pele e as glândulas que contém substâncias que provoca irritação na boca dos predadores (veneno de sapo). São também ótimos dispersores de sementes. O Habito de larvar o alimento esfregando-o com as mãos na água lhe atribuiu o nome comum de “rato lavador”. O comportamento de lavar o alimento também tem origem em sua preferência por caranguejos, que geralmente os apanha em tocas ou mangue, assim este crustáceo apresenta-se sempre sujo de lodo ou barro, sendo então necessária certa higiene para saborear a carne desta iguaria. Não invadir quintais, nem revirar lixeiras. Não são caçados, pois sua carne não é apreciada como alimento, sua pele não é comercializada, também não é alvo de traficantes de animais e não apresentam prejuízos na agricultura, porem é uma espécie venerável por conseqüência da destruição de seu habitat pela agricultura, a especulação imobiliária e a poluição das águas por indústrias, agricultura, resíduos de mercúrio em áreas de garimpo e dejetos humanos. Contudo em alguns estados brasileiros são perseguidos e caçados por alimentarem a superstição com a sua morfologia ou por seus hábitos alimentares. No Vale do são Francisco acreditam que o sangue da mão pelada cura a lepra, isso porque o animal não possui pelos na palma das patas. Ainda no Vale do São Francisco a sua banha e tida como remédio para o reumatismo. No Estado do Maranhão acreditam que se usarem um pedaço do couro de mão pelada, não serão atacados por cobras, isso por serem ávidos predadores de cobras mesmo as mais peçonhentas como a coral verdadeira. Assim são caçados para oferecerem seu sangue, gordura para remédios e seu pele como amuleto de sorte. O período de gestação é de 63 dias e nascem de 2 a 6 filhotes que permanecem com a fêmea  quatro meses A maturidade sexual se dá entre 2 e 3 anos de idade .

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